Abaixo o sermão que irei pregar daqui a pouco no culto semanal da Sociedade Bíblica do Brasil.
Unidos
Salmo 133
O salmo que lemos é uma canção que era entoada por aqueles que subiam para Jerusalém para celebrar as festas religiosas judaicas, como a Páscoa, por exemplo. Um cântico de pessoas a caminho da casa de Deus.
O ensinamento para nós, é que devemos viver unidos. Somos diferentes, cada um tem seu jeito, sua mania, sua maneira de ver e entender a vida. Estas diferenças nos fazem únicos. Porém, temos um elo comum, algo que nos une e nos faz igual, apesar das diferenças: fomos todos criados por Deus.
Somos filhos de Deus. Como cristãos, devemos viver unidos. União não é uniformidade, ou seja, ser unido não é agirmos todos da mesma forma, mas é seguirmos os mesmos preceitos, no nosso caso, os ensinamentos de Jesus Cristo.
A união entre os irmãos é algo precioso. Tão precioso que o salmista o compara ao azeite que unge a cabeça de Arão. Arão foi o primeiro Grande Sacerdote de Israel. A cerimônia de unção de um sacerdote era um momento solene e alegre. Da mesma forma, o salmista compara a união dos irmãos ao orvalho que desce do monte Hermom. No monte Hermom, acredita-se que o orvalho descia de forma abundante. O orvalho é símbolo de bênção e de vigor. Portanto, estar unidos é algo solene, alegre e fonte abundante de bênção e vigor.
Ser cristão, hoje, é estar em união. Em um tempo em que o individualismo domina, em que se valoriza mais o talento individual em detrimento do trabalho coletivo, somos convidados pelo salmista a viver em união. De uma maneira singular, aqui na Sociedade Bíblica do Brasil, temos esta expressão de união elevada ao extremo. Temos em nosso convívio católicos, reformados e evangélicos. O que nos une é a Palavra de Deus. Não devemos buscar autopromoção ou sucesso pessoal, porque trabalhamos com a Palavra de Deus. Temos visto e ouvido muito sobre sucesso pessoal dentro da Igreja. Mas ser cristão não é buscar o sucesso pessoal, e sim o melhor para o corpo de Cristo. Um exemplo disto que estamos falando é a própria marcha do povo para Jerusalém. Pessoas de todo o território de Israel, e até de fora, vinham para Jerusalém. Nas jornadas em direção à cidade, eles iam se encontrando com outros e se reconhecendo como irmãos filhos do mesmo Deus e pai. Da mesma forma nós, que servimos a Deus na Socieade Bíblica do Brasil, nos reconhecemos como irmãos na caminhada pela Palavra de Deus.
Hoje, o convite que recebemos é para que vivamos em união. Para tal, é preciso conhecer o que é ser cristão. Para tal, é preciso buscar na Palavra de Deus a orientação para as nossas vidas. Nós não precisamos ser doutores em Bíblia, mas devemos ter em nosso coração a Palavra de Deus, o nosso respirar deve ser para divulgar esta Palavra.
Tenhamos em nossos corações a certeza de que, independente da tradição religiosa a que pertencemos (Católicos, Reformados, Evangélicos), trabalhamos pela Palavra de Deus, e esta Palavra nos une. Assim como o povo se encontrava no caminho para Jerusalém e se reconhecia como povo de Deus, nós nos encontramos aqui na Sociedade Bíblica do Brasil e nos reconhecemos como povo de Deus, por isso não competimos entre nós, mas caminhamos lado a lado, louvando a Deus pela rica oportunidade de caminharmos em união.
Que Deus nos abençoe.
Rev. Giovanni Campagnuci Alecrim de Araújo







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