Liturgia adicionada em Liturgia: 16º Domingo no Tempo Comum
Liturgia da Igreja Presbiteriana Independente de Grajaú.
Reflexão e debate sobre Teologia, Tecnologia, Artes, Ecologia e, claro, nossas vidas. Ou seja: um blog!
Liturgia adicionada em Liturgia: 16º Domingo no Tempo Comum
Liturgia da Igreja Presbiteriana Independente de Grajaú.
Acabo de terminar a leitura de Por que você não quer mais ir à igreja? Wayne Jacobsen e Dave Coleman. Editora Sextante. (208p.). Agora são 35 livros, num total de 7424 páginas lidas em 2009.
Olhando para frente
No início do século XIX uma pequena garota inglesa, que não perdia um culto, viu-se encantada pelo texto bíblico e desejou tanto possuir uma Bíblia que não poupou esforços para adquiri-la. Uma Bíblia, naquele tempo, era algo caro demais para uma garota camponesa. Além de cara a pequena Mary Jones não sabia ler, então, o que ela faria com uma Bíblia?
Durante longos anos Mary Jones economizou cada centavo que conseguia até que, enfim, conseguiu o montante para adquirir o Sagrado Livro. Mas não bastava apenas o dinheiro, era preciso caminhar cerca de quarenta quilômetros até a cidade mais próxima para comprar sua Bíblia. Ela não desistiu. A pé foi até a cidade e lá chegando entrou na livraria e encontrou na prateleira a última Bíblia que restara na cidade.
A história da pequena Mary Jones comoveu de tal forma a Igreja na Inglaterra que fundaram uma sociedade com a finalidade de tornar o texto bíblico mais acessível a todos os povos. Nascia a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira.
Diante dos obstáculos do dia-a-dia podemos, por vezes, nos desanimarmos. Com certeza em algum momento você já se perguntou de onde arrancaria forças para superar uma determinada situação. Com certeza deve ter se deixado levar por situações e conselhos que tiraram você do foco principal: vencer o seu obstáculo.
Imaginem se Mary Jones tivesse dado ouvidos as inúmeras críticas e sugestões que lhe deram: o que você vai fazer com uma Bíblia? Não sabe nem ler! Uma Bíblia é caro, vai trabalhar a vida toda para comprar uma e não vai nem poder ler! Imagina, andar quarenta quilômetros só para comprar uma Bíblia, prefiro escutar o pastor lendo no domingo!
Possivelmente se ela tivesse dado ouvidos aos conselhos ou importância aos obstáculos ela não teria conseguido comprar sua Bíblia.
Os obstáculos que se apresentam em nossas vidas devem ser encarados como desafios a serem vencidos. Para isto, não se pode perder o foco. Mary Jones olhou firme para seu alvo: deseja uma Bíblia para aprender a ler e conhecer a vontade de Deus. Não desistiu, sabia que era a vontade de Deus para ela! Perseverou e lutou, demorou, mas ela conseguiu.
No livro de Hebreus temos uma recomendação importante:
“Conservemos os nossos olhos fixos em Jesus, pois é por meio dele que a nossa fé começa, e é ele quem a aperfeiçoa. Ele não deixou que a cruz fizesse com que ele desistisse. Pelo contrário, por causa da alegria que lhe foi prometida, ele não se importou com a humilhação de morrer na cruz e agora está sentado do lado direito do trono de Deus.” (Hebreus 12.2
)
Conservemos os nossos olhos fixos em Jesus. Não desviando os olhos de Jesus, que por onde a fé começa e é aperfeiçoada, alcançaremos a graça de vencer nossos desafios. Quando olhamos firmemente para Jesus vemos n’Ele a real expressão da vontade de Deus para nós e assim conseguimos prosseguir!
Lembre-se: quando os problemas se avolumarem, olhe firmemente para Cristo e não se desvie do propósito principal de sua vida, servir a Deus!
Rev. Giovanni Campagnuci Alecrim de Araújo
Sem duplinhas, sem conjuntinhos com passinhos toscamente ensaidos....hoje é dia do bom e velho
ROCK!

Capa de London Calling, do The Clash, foto do Paul Simonon destruindo seu baixo durante um show no New York Palladium em 1979.
Como diria o pessoal do AC/DC:
For those about to rock: we salute you!
Apesar de tanto bonde, duplinhas e conjuntinhos...como diria o pessoal do Rock Rural (sim, isso existe!):
Hoje ainda é dia de Rock!
Ontem terminei a leitura de Amor é Prosa, Sexo é Poesia Arnaldo Jabor Editora Objetiva (199). Agora são 34 livros, totalizando 7216 páginas.
Nós pertencemos a Deus
Salmo 24 
O salmo 24 era usado no culto em Israel. Era cantado pelas pessoas que chegavam a Jerusalém para adorar a Deus. Quero meditar com vocês hoje sobre os dois primeiros versos deste salmo.
O mundo pertence a Deus. Ele é o dono de tudo o que vemos. Ele criou todas as coisas. Olhe ao seu redor nesse instante e você verá mais de uma obra das mãos de Deus.
Nós pertencemos a Deus. Talvez você já tenha ouvido esta afirmação mais de uma vez, e talvez se referindo ao fato de você pertencer a Igreja. Eu quero ampliar este conceito. A humanidade pertence a Deus. Até mesmo aquela pessoa que você julga ser a mais errada na face da terra pertence a Deus.
O que o salmo 24 exalta é justamente o fato das pessoas que seguem os caminhos do Senhor seguirem para Jerusalém para exaltar a grandeza de Deus. Pessoas simples que subiam a Jerusalém para celebrar o Rei da glória, o Senhor Todo Poderoso.
O que este salmo tem a nos ensinar? Que nós pertencemos a Deus. Parece um ensinamento simples, mas é difícil de compreender, tão difícil que a humanidade prefere seu próprio caminho a depender exclusivamente dele. Pertencer a Deus é confiar que ele nos sustenta. É sonhar com o futuro e colocar nas mãos dele o nosso amanhã, é o que escreve Wayne Jacobsen e Dave Coleman no livro Por que você não quer mais ir à igreja?, que fala das lutas de um pastor em seu relacionamento com Deus, cito aqui um trecho interessante:
Deus vai providenciar. Ele sempre faz isso. Só que você não fica sabendo. Se você não tem emprego nem seguro-saúde, isso não significa que ele irá abandoná-lo. Se algumas pessoas estão destruindo sua reputação, isso não quer dizer que elas terão a última palavra. Deus não é uma fada madrinha que recorre à varinha de condão para deixar tudo do jeito que queremos. Você não irá longe se questionar o amor dele por você todas as vezes que suas expectativas não forem atendidas. Ele é seu pai. Sabe bem melhor do que você aquilo que você necessita. Ele é um provedor muito melhor para você e sua família do que imagina. Está trazendo você para a vida dele e, em vez de livrá-lo dessas coisas pelas quais está passando, preferiu usá-las para lhe mostrar o que são verdadeiramente a liberdade e vida autênticas. (Por que você não quer mais ir à igreja? De Wayne Jacobsen e Dave Coleman. Editora Sextante. p. 88-89).
Ele quer nos ensinar que pertencemos a ele, que sem ele nada somos, que podemos passar a vida dando cabeçadas e errando ou podemos passar a vida aprendendo sua vontade e buscando cada vez mais ser correto no agir e limpo no pensar, que não adora ídolos,nem faz promessas falsas (v.4). Não é fácil se enquadrar nesta lista do verso 4 do salmo. Mas não podemos desistir de buscar este alvo. Não podemos deixar de lado a nossa missão de sermos servos dedicados a Deus, nos reconhecendo como servos, nos reconhecemos como pertencentes a ele. Assim, podemos nos preocupar com o que realmente é importante, buscar o perdido, anunciar o evangelho aos que estão oprimidos pelas angústias e tristezas, é o ministério diaconal do cristão: servir a Deus e ao próximo. É o que João Calvino procurou resgatar em Genebra, no século XVI, é o que devemos resgatar em nossa Igreja: a humanidade pertence a Deus e os cristãos tem a missão de amparar aqueles que estão perdidos e oprimidos anunciando a mensagem do evangelho.
Que Deus nos abençoe.
Rev. Giovanni Campagnuci Alecrim de Araújo
Sociedade Bíblica do Brasil
Sociedades Bíblicas Unidas
Semana de 12 a 18 de julho
CENTRO DE SERVIÇO MUNDIAL: Damos graças a Deus pelo privilégio de servirmos a Direção Global, os Centros de Serviço das Áreas e as Sociedades Bíblicas nacionais: ore para que este serviço melhore a qualidade do ministério da Bíblia no mundo. Ao canalizarmos recursos para tradução, programas, comunicação, angariação de fundos e gestão, possamos ter visão, sabedoria e forças para a tarefa. Apoie em oração os membros da Direção Global na sua responsabilidade de governo, o Secretário-Geral e os responsáveis pelos diferentes departamentos, especialmente na preparação da Assembleia Mundial que acontecerá em 2010.
CENTRO DE SERVIÇO DA ÁFRICA: Louve a Deus pelos projetos executados no ano passado, especialmente o programa Bom Samaritano, desenvolvido em mais de 20 países. Ore pela coordenação eficaz do trabalho sobre HIV/AIDS nos escritórios em Nairóbi. Continue a orar pelos programas de alfabetização. Ore para que no meio de situações de guerra, conturbação política, fome e pobreza as Sociedades Bíblicas saibam tornar a Palavra de Deus relevante. Ore para que as nossas nações sejam abençoadas com bons governantes e integridade, produzindo a justiça que poderá as engrandecer. Ore também para que a Organização de Serviços providencie uma liderança que permita às Sociedades Bíblicas nacionais dar continuidade aos seus mandatos locais.
Você pode receber essa agenda de oração em seu e-mail, basta cadastrar-se no site da Sociedade Bíblica do Brasil
A quem interessar possa, resolvi não acessar mais meu Orkut.
Quem quiser pode me achar no Facebook ou me acompanhar aqui ou no Twitter
E não vou colocar link...tô com preguiça

Celebrar Calvino: Calvinolatria?
No momento em que tantas e tão variadas celebrações pelo 500º aniversário de João Calvino estão em andamento, multiplicam-se mais uma vez as interpretações sobre sua vida e obra. Como sempre, elas vão desde as tradicionais, que desejam segui-lo, vendo-o como fonte de autoridade dogmática para estes tempos de relativismo e tédio, até as visões que o retomam como paladino da revolução e do ecumenismo, em meio a um tempo também desprovido de esperanças e utopias.

Certamente seu legado teológico, espiritual e cultural permite estas e outras leituras intermediárias, que novamente mostram-no como um pensador não apenas religioso que, como poucos em sua época, vislumbrou as possibilidades de se continuar sendo cristão em uma época hoje conhecida como “moderna.” Como atualmente nos encontramos, ao que parece, em um beco com pouca margem para uma saída, as leituras e releituras produzem um rico intercâmbio de perspectivas para a tarefa de re-alocar o papel dos reformadores do século XVI.

Assim, desde a época em que Stefan Zweig lançou seu dardo demolidor, que é o livro Castellio contra Calvino - Consciência contra violência (Barcelona, Acantilado, 2001), tornou-se moda atacar os aspectos mais negativos do reformador francês. O teólogo Eberhard Busch observou que, ao escrever sobre Calvino, Zweig teve em mente, o tempo todo, a figura autoritária de Hitler e que isto também o estimulou a interpretar o conflito com Sebastião Castelio através de uma chave mais contemporânea, ao invés de apegar-se aos fatos históricos.

Zweig encontrou eco em uma boa quantidade de leitores e estudiosos que aceitaram a idéia de que, realmente, um monstro teocrático se apoderou da cidade de Genebra e eliminou qualquer sombra de liberdade. Semelhante despropósito, além de não fazer justiça aos fatos ou a qualquer esforço por alcançar alguma objetividade, não contribui para um diálogo adequado com uma figura com as dimensões de Calvino.

Em 1983, por ocasião das celebrações dos 500 anos de Martinho Lutero, a conjuntura histórica existente fez com que as festividades ocorressem no local geográfico que hoje é a República Democrática Alemã (RDA), pela simples razão de que nesse território estava localizada a cidade de Eisenach, berço do reformador. Naquela ocasião, o governo democrático da RDA utilizou o aniversário de Lutero para atribuir-lhe uma visão ligada a seus interesses ideológicos. Assim, Lutero encarnou, conforme esta leitura, não apenas o espírito libertário germânico, mas também foi considerado uma espécie de precursor das mudanças sociais vividas nos anos do chamado “socialismo real.”

Guardadas as devidas proporções, agora são debatidos novamente os alcances da “gesta calviniana” e as celebrações não escapam ao intenso fogo cruzado de apropriações e rejeições àquilo que Calvino representa. Embora quase ninguém mais o veja como “único pai” do capitalismo, especialmente quando este sistema mostra suas enormes debilidades, mesmo assim muitas análises resgatam seu lugar no panteão dos pioneiros da democracia moderna. Por esse motivo, são tão importantes as aproximações comedidas e dispostas a dialogar com posturas que lhe são contrapostas.

Na América Latina em geral, a herança protestante é responsável por um passado missionário que pouco esforço fez para aproximar as novas comunidades dos seus fundadores. Daí porque hoje, inclusive, muitos pastores presbiterianos rejeitam abertamente a figura de Calvino como uma influência que deveria definir sua identidade e seu trabalho eclesiástico. Esta contradição de termos, mais comum do que parece, é experimentada também nas comunidades, pois estas visualizam Calvino como alguém bastante estranho e distante.

Na verdade, seu conhecimento e relação com as reformas religiosas do século XVI são tão reduzidos que os nomes e o impacto daqueles movimentos nas novas gerações de crentes só ocorre através dos estudos “seculares” de história universal. A “marca” européia de Calvino é outra barreira que impede, em certas ocasiões, que se volte os olhos para além das igrejas mães que impuseram outros modelos de fé e ação para as novas igrejas. Descobrir-se “calvinista”, como escreveu Bernard Cottret, inclusive para os pastores franceses, é toda uma odisséia surpreendente.

A revista reformada The Banner questiona, com grande pertinência, a necessidade de se situar em um marco equilibrado a celebração dos 500 anos de Calvino. No editorial, assim escreve Bob de Moor: “A última pessoa no mundo a querer que ressaltemos seu 500º aniversário é o próprio João Calvino... Não, não estamos glorificando o homem. Ele detestaria que fizéssemos isso! Calvino nos ensinou a glorificar somente a Deus. No entanto, somos gratos a Deus por causa de Calvino, que atuou incansavelmente para enraizar firmemente os crentes na abençoada Palavra de Deus. A Reforma que Calvino ajudou a fazer não contribuiu com nada de novo para a fé – nenhuma nova doutrina ou ensinamento. Sua intenção foi sempre voltar à autêntica fé cristã e obediência à Escritura, nosso único guia fiel para a fé e a vida”.

É preciso, portanto, evitar de maneira efetiva os riscos da “calvinolatria” por meio de uma série de corretivos que permitam apreciar a obra do reformador francês em sua justa dimensão, com os claro-escuros gigantescos que teve, pois, da mesma forma como são destacadas suas abordagens teológicas e espirituais, é preciso reconhecer também suas falhas e debilidades.

Aos que apenas se lembram da morte ofensiva e ignominiosa de Miguel de Serveto em Genebra, é preciso responder afirmativamente: Sim, Calvino se equivocou redondamente e fez incursões pelos perigosos limites do autoritarismo e da intolerância. A partir daí, como escreve Joseph Small, da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos, a comemoração deve contextualizar-se ao máximo para responder às exigentes necessidades atuais: “Não precisamos colocar Calvino em um pedestal para apreciar o modo como sua perspectiva da fé e da vida cristã formaram e continuarão formando as igrejas reformadas em todo o mundo”.

Na conclusão de sua admirável biografia de Calvino, Teodoro Beza, seu sucessor, escreveu: “Agradou a Deus que Calvino continue a nos falar através de seus escritos tão eruditos e cheios de piedade. Depende das futuras gerações o continuar a ouvi-lo”. As gerações futuras continuarão escutando-o, não passivamente, mas com o compromisso vivo de que às vezes aprende com ele e às vezes discute com ele, assim como descobre que as perguntas e respostas contemporâneas são revistas no contato com suas perguntas e respostas.
Leopoldo Cervantes-Ortiz é pastor e teólogo da Igreja Presbiteriana do México
(Tradução de El Protestante Digital, março 2009, pelo Rev. Eduardo Galasso Faria, professor do Seminário Teológico de São Paulo e relator da Comissão Especial do V Centenário de Calvino)
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Rev. Giovanni
Filho, marido, amigo. Teólogo, diagramador, pretenso escritor e poeta e eterno estudante.

Enf. Tatiana
Filha, esposa, amiga, enfermeira.
