sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

São Marcos 9.33-50
Num mundo onde as pessoas são classificadas e rotuladas pelo seu grau de importância, onde Igrejas se apresentam como detentoras do Evangelho, como saber o que é verdadeiramente importante no Reino de Deus? Quem é o maior? O melhor? Quem está certo? Quem segue Jesus?

Vamos conhecer quem é o maior, quem segue a Cristo e a responsabilidade que isto tudo implica!

O maior no Reino de Deus
Buscamos para nós um lugar de destaque. A sociedade exige isto de nós a todo instante. Não basta apenas ser bom, é preciso ser o melhor, o maior, a referência. Os discípulos conversavam exatamente sobre isto enquanto iam da Galiléia para Cafarnaum. Debatiam a respeito de quem seria o melhor, o maior, o mais importante. Queriam concluir qual deles era aquele que reunia todos os requisitos para ser considerado o melhor.

Péssima escolha a nossa quando deixamos de lado o servir a Jesus e passamos a discutir sobre qual o melhor entre nós. Quem é o melhor presbítero? E o melhor pastor? A melhor diaconisa? A melhor professora de Escola Dominical? Perdemos tempo buscando encontrar quem é o melhor entre nós quando devíamos trabalhar para que todos sejamos realmente os melhores para Cristo!

Jesus, conhecendo-lhes o coração, chama uma criança e a coloca no meio deles: “Aquele que, por ser meu seguidor, receber uma criança como esta estará também me recebendo” e continuou: “E quem me receber não recebe somente a mim, mas também aquele que me enviou”. O mestre deixa claro quem é o mais importante no Reino de Deus: a criança, o neófito, o recém convertido, aquela pessoa que necessita aprender mais da vida de Cristo, esta é a pessoa mais importante: o distante de Deus! Jesus está dizendo para nós que devemos nos importar com aqueles que carecem de atenção real do amor e do ensino de Deus. Ele nos chama a atenção para os que estão perdidos nas trevas e carecem de luz, para os que acabam de se converter e necessitam crescer, para os que se desviaram e carecem da misericórdia redentora!

Num momento histórico onde o Evangelho tornou-se um nicho de mercado e o crescimento das Igrejas é o termômetro de uma suposta unção, Jesus nos convida a viver o Evangelho da busca pelo carente de amor, de paz e misericórdia. São estes três os distintivos para que possamos saber se alguém é por Cristo ou não.

Quem não é contra é a favor: o certo e o errado no Reino
A igreja brasileira vive um dilema: quais são, afinal, as Igrejas Cristãs? Uma resposta difícil tamanha a diversidade de doutrinas e neodoutrinas existentes hoje. Mas Jesus nos mostra o referencial e nos dá o alerta devido!

“Porque quem não é contra nós é por nós”. Não há, segundo o próprio Jesus, quem faça qualquer coisa em o nome d’Ele e em seguida contradiga os Seus ensinos. O mestre nos dá o referencial: não devemos reprimir aqueles que praticam o Evangelho e não são da mesma doutrina ou grupo que o nosso. Mas vejam como Ele também nos dá o parâmetro para distinguirmos quem é realmente d’Ele:
1) Aquele que pratica algo no nome de Jesus, segue seus ensinos e não há nada na Palavra que os condene, nada!
Quem vive o Evangelho e conhece as verdades de Cristo, sabe reconhecer quando algo não está certo. Quando há milagres demais e Palavra de menos. Quando há prosperidade demais e exortação de menos. Quando há líder maior que o povo. Quando há cantor maior que o louvor.
Como cristãos devemos atentar para que o principal seja sempre o que está distante de Cristo e não nós!
2) Aquele que prega em nome de Jesus deve se cuidar para não induzir a criança, de quem já falamos, ao erro.
Quem vive e prega o Evangelho, seja no púlpito ou através do testemunho de vida, deve atentar para não induzir o que está distante de Cristo ao erro. Isto exige conhecimento e vida com Cristo. Vida de oração e leitura da Palavra de Deus.
Como cristãos devemos ser firmes em nossa doutrina, mantendo boa consciência e fé, alinhadas ao amor, a paz e a misericórdia de Deus.
3) Aquele que diz ser mensageiro de Jesus deve atentar aos próprios erros antes de falar do erro dos outros.
Este é o maior peso: quem vive o Evangelho deve saber que as responsabilidades de seus atos são única e exclusivamente dele. A partir do momento que tomamos conhecimento da mensagem de Jesus somos responsáveis por nossos erros, que antes, por andar nas trevas, não conhecíamos, e hoje, por andar na luz, somos perdoados. Portanto, não podemos reincidir em nossos erros. Não podemos cometer o mesmo erro sempre, devemos reconhecer nossas falhas e mudar de atitude! Talvez seja este o principal alerta.
Aos que se negarem reconhecer os seus erros antes de corrigir o próximo, aos que insistirem em ensinar o que não procede de Deus aos que vivem distante de Seu amor, a estes, está reservado o inferno, onde “os vermes que devoram não morrem, e o fogo nunca se apaga”.

Fazer a diferença: sal!
Portanto, como cristãos, devemos estar atentos para que não venhamos a ser lançados no fogo que consome eternamente o pecador, antes, devemos fazer diferença para não ser este o nosso fim. Por isto Jesus diz que devemos ter sal sobre nós.

O sal é associado ao sacrifício. Em Levítico 2.13 existe a recomendação de se salgar o sacrifício ao Senhor para que se distinguisse o que pertence a Deus e o que é para ser jogado fora. Assim Jesus nos recomenda que tenhamos sobre nós o melhor sal, o tempero da vida: seus ensinos. Como cristãos somos chamados a fazer diferença, a trilhar o caminho certo, a levar amor, paz e misericórdia aos que carecem de Deus. Esta é a nossa função como servos de Deus!

Conclusão
Jesus nos mostra quem é o mais importante no Reino de Deus e nos dá os parâmetros para vivermos como instrumentos nas mãos do Pai para buscar e resgatar das trevas aqueles que carecem do amor de Deus. Vamos despertar Igreja, hoje é dia de olhar para dentro de nós e ver se vivemos o que pregamos e se temos colocado as vidas que caminham para morte eterna como o mais importante ofício da Igreja!

Que Deus nos abençoe.

Rev. Giovanni Campagnuci Alecrim de Araújo

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