Mateus 6.19-25
A mensagem do Evangelho é de fato uma mensagem difícil de ser vivida. Jesus nos convida a vivermos de maneira diferente do que estamos acostumados a ver na TV, a ler nos jornais, revistas e internet. Somos convidados a uma constante mudança de vida e isto exige de nós atitude e postura, fé e visão.
A riqueza.
Em uma sociedade que visa o lucro, baseada no bem de capital, acostumada a reger-se pelo dinheiro, pelo o que se ganha, pelo que se tem, é nesta sociedade que somos convidados a assumir a postura de não buscarmos as riquezas deste mundo e sim as do céu. É preciso entender que esta afirmação não nos tira a responsabilidade de transformarmos o mundo, pois o próprio Jesus pede ao Pai que não nos tire dele, mas livre-nos do mal que nele está e um desses males é, sem sombra de dúvida, a riqueza.
A riqueza nos separa em camadas sociais, nos divide, rege a escola que nossos filhos estudam, as roupas que vestimos, as compras que fazemos para casa, o dízimo na Igreja. Comumente temos presenciado o testemunho de muitas igrejas que tem em sua membresia pessoas de alta e baixa renda e estes últimos são mais fieis ao dízimo que os primeiros. As riquezas cegam, não nos permite ver com amor o mundo e sim com ganância. O mundo só tem valor se ele der lucro, caso contrário, melhor é deixá-lo de lado. Jesus nos convida a sermos diferentes, valorizarmos mais o ser humano, as relações, do que as riquezas que temos disponíveis. Jesus nos convida a enxergarmos o mundo de forma diferente.
A visão
Como temos enxergado o mundo? Como temos enxergado a Igreja? Os olhos são a lâmpada do corpo. Será que temos visto o mundo com os olhos de ganância e desejo? Será que temos visto a Igreja com olhos de domínio e poder? Como temos olhado para nossa Igreja? A queremos forte e triunfante perante as outras ou a queremos forte e triunfante perante o pecado e a injustiça? Temos refletido em nossos olhos o desejo da volta a um passado que não volta, pois teve o seu tempo, ou temos refletido a doce alegria do Evangelho que é morrer e renascer em amor? Temos buscado o crescimento em números sem levar em conta o crescimento da vivência? O que vemos em nossa Igreja hoje? Crianças, adultos, jovens, idosos. Precisamos nos conhecer, nos olhar mais, perceber que mesmo que um incomode um pouco o outro, somos parte do mesmo corpo, parte da mesma fé, filhos do mesmo Pai, chamados a servir o mesmo Senhor. Por isto não podemos deixar que pequenas coisas impeçam o nosso relacionamento, a nossa comunhão.
O que temos visto em nossa sociedade? Não podemos como igreja ligar nossos aparelhos de TV, abrirmos revistas, sites e jornais e concordarmos com tudo que é dito e ensinado lá. Hoje temos assistido calados o crescimento de uma sociedade sem padrões cristãos e sem regras. Convivemos com novelas e filmes que ensinam a cada um de nós que se relacionar fora do casamento é algo natural. Que o filho desrespeite o pai é normal. Que os pais não ensinam limites aos seus filhos é normal. Como olhar para tudo isto e ficar calados? Preocupa-nos o fato de que temos olhado para o mundo e refletido o mundo na Igreja! Sim, trazemos para cá valores como egoísmo e ganância e achamos isto normal! Colocamos em nosso arraial a indiferença e a futilidade dos relacionamentos e achamos isto normal! Temos refletido para dentro da Igreja a sociedade quando na verdade precisamos refletir na sociedade a Igreja! Não podemos nos calar diante de valores que tem como pilar o dinheiro, o sexo e o luxo. Você é uma pessoa de sucesso se você tem estes três valores, caso contrário, você é um fracassado! Precisamos mudar isto, lutar contra isto, não podemos mais aceitar que nossas crianças, nossos adolescentes, nossos jovens e adultos sejam bombardeados dia após dia com valores que degradam o ser humano e o afastam de Deus. Precisamos ler mais a Palavra de Deus, aprender mais sobre Seu Reino e Sua vontade. Não podemos desprezar momentos ricos como o Estudo Bíblico durante a semana e a Escola Bíblica Dominical, espaços preciosos para discutirmos os assuntos pertinentes a nossa vida e nossa luta diária com as forças que querem oprimir nos oprimir e alienar. Precisamos aprender juntos com Jesus a buscar a vontade do Pai, a servi-lo de fato.
O servir
Será que temos servido de fato a Deus? Servir a Deus não é, como pregam determinados movimentos, esquecer-se do próximo. Servir a Deus e amar ao próximo como a si mesmo. Muitos de nós temos deixado de lado o servir a Deus em nome de servir um determinado jeito ou costume de se viver na Igreja. Não temos que deixar de lado a nossa tradição nem os nossos costumes, mas temos que reformá-los sempre no espírito do “Igreja reformada sempre se reformando”.
Precisamos abrir nossos olhos e estarmos atentos para nossas atitudes e posturas como igreja. Não podemos servir a dois senhores, jamais agradaremos os dois. Não podemos servir os interesses da Igreja e a Deus. Ou servirmos a Deus e Ele nos guia como Igreja, ou viveremos a dar cabeçadas e a buscar resultados que não alcançaremos. Temos de buscar a Deus para que a Igreja cresça, supere suas dificuldades e vença as batalhas que enfrentar refletindo na sociedade e não sendo reflexo dela. Precisamos fazer isto juntos. Precisamos orar mais uns pelos outros e uns com os outros. Precisamos conhecer mais o nosso próximo, suas necessidades, suas vidas, suas qualidades, seus potenciais. Assim estaremos servindo a Deus e não a outro propósito. Não podemos ver a Igreja como uma empresa que visa ter crescimento de público e metas financeiras de arrecadação. Não podemos buscar templos suntuosos e estruturas físicas e humanas perfeitas sem antes deixarmos que Deus opere na vida da Igreja a transformação de que ela necessita.
A riqueza não é boa, de fato a riqueza deturpa o coração do homem e pode cegar a Igreja. Uma comunidade que busca para si o crescimento baseado na riqueza está fadada ao fracasso. Mais cedo ou mais tarde o dinheiro será corroído, o império desaba e com ele vidas preciosas se perdem porque foram ensinadas a confiar em instituições, em líderes, em projetos e não em Deus. Ele é quem supre as nossas necessidades.
Conclusão
Deus está no controle de tudo. Ele é quem transforma a nossa vida e nos faz enxergar o mundo de maneira diferente, com os olhos de amor. Com Deus aprendemos que as riquezas que o mundo nos oferece não é a verdadeira riqueza da vida. Com Deus aprendemos que o que nossos olhos vêem é o que eles refletem, por isso precisamos olhar para Ele e buscar n’Ele a razão de nossas vidas. Por fim, é com Deus que aprendemos que devemos servir-Lo e não aos nossos propósitos, pois ele supre todas as nossas necessidades e servi-Lo é servir ao nosso próximo e ama-lo como a nós mesmos! Saibamos pois, que o que Deus quer de nós, é que busquemos a verdadeira riqueza, a melhor visão e o correto servir! Que Deus nos abençoe nos guie nesta jornada.
Rev. Giovanni Campagnuci Alecrim de Araújo
A mensagem do Evangelho é de fato uma mensagem difícil de ser vivida. Jesus nos convida a vivermos de maneira diferente do que estamos acostumados a ver na TV, a ler nos jornais, revistas e internet. Somos convidados a uma constante mudança de vida e isto exige de nós atitude e postura, fé e visão.
A riqueza.
Em uma sociedade que visa o lucro, baseada no bem de capital, acostumada a reger-se pelo dinheiro, pelo o que se ganha, pelo que se tem, é nesta sociedade que somos convidados a assumir a postura de não buscarmos as riquezas deste mundo e sim as do céu. É preciso entender que esta afirmação não nos tira a responsabilidade de transformarmos o mundo, pois o próprio Jesus pede ao Pai que não nos tire dele, mas livre-nos do mal que nele está e um desses males é, sem sombra de dúvida, a riqueza.
A riqueza nos separa em camadas sociais, nos divide, rege a escola que nossos filhos estudam, as roupas que vestimos, as compras que fazemos para casa, o dízimo na Igreja. Comumente temos presenciado o testemunho de muitas igrejas que tem em sua membresia pessoas de alta e baixa renda e estes últimos são mais fieis ao dízimo que os primeiros. As riquezas cegam, não nos permite ver com amor o mundo e sim com ganância. O mundo só tem valor se ele der lucro, caso contrário, melhor é deixá-lo de lado. Jesus nos convida a sermos diferentes, valorizarmos mais o ser humano, as relações, do que as riquezas que temos disponíveis. Jesus nos convida a enxergarmos o mundo de forma diferente.
A visão
Como temos enxergado o mundo? Como temos enxergado a Igreja? Os olhos são a lâmpada do corpo. Será que temos visto o mundo com os olhos de ganância e desejo? Será que temos visto a Igreja com olhos de domínio e poder? Como temos olhado para nossa Igreja? A queremos forte e triunfante perante as outras ou a queremos forte e triunfante perante o pecado e a injustiça? Temos refletido em nossos olhos o desejo da volta a um passado que não volta, pois teve o seu tempo, ou temos refletido a doce alegria do Evangelho que é morrer e renascer em amor? Temos buscado o crescimento em números sem levar em conta o crescimento da vivência? O que vemos em nossa Igreja hoje? Crianças, adultos, jovens, idosos. Precisamos nos conhecer, nos olhar mais, perceber que mesmo que um incomode um pouco o outro, somos parte do mesmo corpo, parte da mesma fé, filhos do mesmo Pai, chamados a servir o mesmo Senhor. Por isto não podemos deixar que pequenas coisas impeçam o nosso relacionamento, a nossa comunhão.
O que temos visto em nossa sociedade? Não podemos como igreja ligar nossos aparelhos de TV, abrirmos revistas, sites e jornais e concordarmos com tudo que é dito e ensinado lá. Hoje temos assistido calados o crescimento de uma sociedade sem padrões cristãos e sem regras. Convivemos com novelas e filmes que ensinam a cada um de nós que se relacionar fora do casamento é algo natural. Que o filho desrespeite o pai é normal. Que os pais não ensinam limites aos seus filhos é normal. Como olhar para tudo isto e ficar calados? Preocupa-nos o fato de que temos olhado para o mundo e refletido o mundo na Igreja! Sim, trazemos para cá valores como egoísmo e ganância e achamos isto normal! Colocamos em nosso arraial a indiferença e a futilidade dos relacionamentos e achamos isto normal! Temos refletido para dentro da Igreja a sociedade quando na verdade precisamos refletir na sociedade a Igreja! Não podemos nos calar diante de valores que tem como pilar o dinheiro, o sexo e o luxo. Você é uma pessoa de sucesso se você tem estes três valores, caso contrário, você é um fracassado! Precisamos mudar isto, lutar contra isto, não podemos mais aceitar que nossas crianças, nossos adolescentes, nossos jovens e adultos sejam bombardeados dia após dia com valores que degradam o ser humano e o afastam de Deus. Precisamos ler mais a Palavra de Deus, aprender mais sobre Seu Reino e Sua vontade. Não podemos desprezar momentos ricos como o Estudo Bíblico durante a semana e a Escola Bíblica Dominical, espaços preciosos para discutirmos os assuntos pertinentes a nossa vida e nossa luta diária com as forças que querem oprimir nos oprimir e alienar. Precisamos aprender juntos com Jesus a buscar a vontade do Pai, a servi-lo de fato.
O servir
Será que temos servido de fato a Deus? Servir a Deus não é, como pregam determinados movimentos, esquecer-se do próximo. Servir a Deus e amar ao próximo como a si mesmo. Muitos de nós temos deixado de lado o servir a Deus em nome de servir um determinado jeito ou costume de se viver na Igreja. Não temos que deixar de lado a nossa tradição nem os nossos costumes, mas temos que reformá-los sempre no espírito do “Igreja reformada sempre se reformando”.
Precisamos abrir nossos olhos e estarmos atentos para nossas atitudes e posturas como igreja. Não podemos servir a dois senhores, jamais agradaremos os dois. Não podemos servir os interesses da Igreja e a Deus. Ou servirmos a Deus e Ele nos guia como Igreja, ou viveremos a dar cabeçadas e a buscar resultados que não alcançaremos. Temos de buscar a Deus para que a Igreja cresça, supere suas dificuldades e vença as batalhas que enfrentar refletindo na sociedade e não sendo reflexo dela. Precisamos fazer isto juntos. Precisamos orar mais uns pelos outros e uns com os outros. Precisamos conhecer mais o nosso próximo, suas necessidades, suas vidas, suas qualidades, seus potenciais. Assim estaremos servindo a Deus e não a outro propósito. Não podemos ver a Igreja como uma empresa que visa ter crescimento de público e metas financeiras de arrecadação. Não podemos buscar templos suntuosos e estruturas físicas e humanas perfeitas sem antes deixarmos que Deus opere na vida da Igreja a transformação de que ela necessita.
A riqueza não é boa, de fato a riqueza deturpa o coração do homem e pode cegar a Igreja. Uma comunidade que busca para si o crescimento baseado na riqueza está fadada ao fracasso. Mais cedo ou mais tarde o dinheiro será corroído, o império desaba e com ele vidas preciosas se perdem porque foram ensinadas a confiar em instituições, em líderes, em projetos e não em Deus. Ele é quem supre as nossas necessidades.
Conclusão
Deus está no controle de tudo. Ele é quem transforma a nossa vida e nos faz enxergar o mundo de maneira diferente, com os olhos de amor. Com Deus aprendemos que as riquezas que o mundo nos oferece não é a verdadeira riqueza da vida. Com Deus aprendemos que o que nossos olhos vêem é o que eles refletem, por isso precisamos olhar para Ele e buscar n’Ele a razão de nossas vidas. Por fim, é com Deus que aprendemos que devemos servir-Lo e não aos nossos propósitos, pois ele supre todas as nossas necessidades e servi-Lo é servir ao nosso próximo e ama-lo como a nós mesmos! Saibamos pois, que o que Deus quer de nós, é que busquemos a verdadeira riqueza, a melhor visão e o correto servir! Que Deus nos abençoe nos guie nesta jornada.
Rev. Giovanni Campagnuci Alecrim de Araújo





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