quinta-feira, 29 de maio de 2008

Mateus 13.33
Quem cozinha sabe melhor que eu a função do fermento. É o que faz a massa crescer, sem ele, o bolo fica murcho, o pão não cresce e segue-se uma infinita lista das conseqüências da ausência de fermento.
Vamos hoje tentar compreender o que Jesus quer ao estabelecer que o Reino é tal qual o fermento.

Fermento mistura-se na massa
Primeiro precisamos entender que o fermento mistura-se à massa. Não podemos fazer um pão se deixarmos o fermento de lado. É preciso misturá-lo à massa de forma que seja um só elemento.
Assim como o fermento é misturado à massa, nós devemos nos misturar ao mundo lá fora. Não podemos nos fechar aqui dentro e pensar que esta vida nos basta, somos chamados a conhecer o que o mundo lá fora nos oferece. Saber das novidades sobre tudo o que cerca a nossa vida. A isto damos o nome de interagir. Quando você interage com o mundo ao seu redor, quer dizer que você está ciente do que acontece à sua volta até onde seu conhecimento pode ir e este conhecimento gera em você uma resposta, positiva ou negativa. Isto é ser fermento na massa, misturado, entendedor das situações e diversas opiniões.
Isto não deve gerar em nós apenas um engolidor de informações, mas antes, precisamos compreender as transformações do mundo, caso contrário, as informações serão muitas e reproduziremos toda e qualquer informação sem entendê-la. Ser fermento que se une à massa é ser uma pessoa que compreende as transformações do mundo e que se posiciona frente a elas, pautadas pela sua vivência com Cristo.

Fermento faz falta à massa
Mas como fermento que se une e mistura com a massa, precisamos não apenas compreender as transformações, mas apresentar a ela uma resposta. O fermento faz falta o mesmo tanto que eu e você fazemos quando aceitamos calados aquilo que não concordamos. Não podemos baixar a cabeça para situações que insistem em fazer de nós massa sem fermento, sem vida, sem conhecimento, precisamos reagir às transformações nos manifestando como corpo de Cristo, caso contrário, a massa não desenvolve, não cresce, não evolui a ponto de perceber que está estagnada, parada, sendo jogada e batida por todos os lados.
Fazemos falta na sociedade toda vez que preferimos o silêncio de nossas mãos e bocas ao grito de transformação de vida, seja pela educação, pela vida na Igreja ou em comunidade.
Fazemos falta, pois foi confiado a nós um conhecimento precioso: a mensagem do Evangelho, que não está aí para distribuir apenas alimento para o corpo, mas principalmente para alimentar a esperança de um futuro melhor, sob a marca de Cristo, orientado por Deus.

Fermento faz a massa crescer
Assim, se misturados a massa e ciente de que não podemos nos afastar dela e que fazemos falta, é preciso que tenhamos a coragem de fazê-la crescer, mas esta não é uma função que somente a nós, precisamos nos dispor a ela, mas as mão que vão mexer a massa e moldá-la são as do Espírito Santo. É através de sua ação em nós, fermento que faz crescer, que somos conduzidos e direcionados. Portanto, a nós cabe ser amassado, prensado, mexido e remexido no meio da massa para que a conheçamos e assim, pela ação do Espírito, a fazemos se desenvolver.
A massa ganhará forma quando o Reino se consumar. É preciso entender que somos parte de um Reino que veio e começou em Jesus e desde lá está crescendo a massa deste Reino e somente Deus sabe quando será a hora de consumá-lo, de concluir e assim finalizar a receita da vida e transformá-la em vida eterna.

Conclusão
Portanto, somos tal qual fermento, chamados para nos misturarmos ao mundo, conhecê-lo, entendê-lo, compreender as suas necessidades e assim perceber que podemos fazer diferença neste mundo e mais do que nunca sermos instrumentos nas mãos de Deus para transformarmos a realidade de hoje em um mundo melhor, para honra e glória de Deus.

Rev. Giovanni Campagnuci Alecrim de Araújo



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