Sempre me disseram que, para se ouvir e apreciar música clássica, era preciso um certo grau de cultura e conhecimento.
Discordo totalmente.
Lembro-me de um domingo em casa. Tinha cerca de sete ou oito anos. Morávamos na França. Meu pai tornara-se um consumidor de música clássica. CD, na época, barato por lá. Estava brincando no chão da sala quando ele se apresentou. Forte, intenso e devastador. Parei. Respirei fundo. Fechei os olhos e ele, durante cerca de dez minutos lançava sua força e genialidade em meus ouvidos. Ele, Ludwig van Beethoven, me tomava com sua Sinfonia No5 em C menor. Não adiantava fugir, me esconder ou tentar esquecer. Beethoven insistia em me chamar! E chama até hoje. Volta e meia sou conduzido a ouvi-lo, nos momentos alegres e tristes. Sua música fala ao meu coração sem pronunciar nehuma palavra. Alimenta-me a alma. E não sou erudito, nem especialista, fui tomado de paixão por sua sinfonia e por sua obra.





Nenhum comentário:
Postar um comentário