terça-feira, 27 de novembro de 2007

Ecumenismo: sim ou não?
Rev. Giovanni Campagnuci Alecrim de Araújo

Volta e meia nos deparamos com a questão: ser ou não ecumênico? A resposta depende de quem é interrogado, mas antes de respondê-la é preciso conhecer um pouco da origem do movimento e suas metas que se confunde com a história do CMI – Conselho Mundial de Igrejas.

Falar de uma data específica é um pouco difícil, mas remonta-se ao final da década de 1920 quando vários grupos de vanguarda com o objetivo de unir igrejas no mundo todo iniciaram diálogo. Em 1937 vários líderes concordaram em criar uma liga ecumênica, porém a 2a Guerra Mundial postergou para 1948 a criação do Conselho Mundial de Igrejas, com 147 Igrejas de todo o mundo. Vale lembrar que a ICAR (Igreja Católica Apostólica Romana) não enviou delegados, apenas observadores para esta reunião. Até hoje a ICAR não é membro do CMI, porém possui constante diálogo com o mesmo.

O movimento ecumênico não tem como meta unificar todas as igrejas em uma só, nem mesmo unificar teologias ou formas litúrgicas, mas antes visa fortalecer a comunhão das igrejas cristãs espalhadas no mundo para que vejam uma nas outras expressões vivas da “Igreja una, santa e católica”.

Voltando os olhos para o Brasil, é estranho notar que um movimento que nasceu protestante no mundo em terras brasileiras é encarado como braço da ICAR. Porém é justamente o contrário: a grande maioria dos organismos para-eclesiásticos latino-americanos (CLAI - Conselho Latino Americano de Igrejas) e brasileiros (CESE – Coordenadoria Ecumênica de Serviço) não possuem a ICAR como membros.

Afinal: o que é ecumenismo? Ecumenismo é o diálogo entre igrejas que confessam Jesus como Senhor e Salvador. Em um ato ecumênico não se verá “pesca em aquário” nem debates teológicos ferrenhos, pois nenhum ecumênico está interessado em tirar o seu irmão de sua comunidade ou convencer que um está certo e o outro errado. Há respeito e tolerância, pois o que os une é a mesma fé, o mesmo Senhor, a mesma esperança.

Voltando à questão: sim ou não? Por entender que o espírito ecumênico está envolto do espírito evangélico, apostólico e da igreja primitiva. O primeiro nos chama para Deus através da confissão máxima: Jesus é o Senhor! O segundo nos mostra a diversidade de pensamentos e educação na pessoa dos apóstolos, tão diferentes e unidos em Cristo. Por último, a igreja primitiva nos mostra a unidade de Cristão espalhados pelo mundo em torno do mesmo Senhor. Comunidades diferentes, objetivos comuns: glorificar a Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador. Por tudo isto, só me resta uma resposta: SIM!

E você?

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