Palavrão fora do vocabulário futebolístico para designar o seguinte: quem gerar emissões de gás carbônico investe em um Fundo de Mudanças Climáticas que financia "o seqüestro de carbono de modo a fazer com que o evento seja neutro em emissões", explica o governador do Amazonas.
O gás carbônico é apontado como um dos principais responsáveis pelo aquecimento global.
Por exemplo, as empresas aéreas que vão transportar jogadores, torcedores e dirigentes, durante a Copa-2014, compensariam o carbono que geram investindo nesse fundo, criado pelo governo do Estado e que já levantou uma verba de cerca de R$ 20 milhões, até julho.
O governador surfa também no sucesso popular que é o Bolsa Família e fala em uma "Bolsa Floresta". Trata-se do seguinte: o governo amazonense tem 17 milhões de hectares em "unidades de conservação ambiental". As famílias que nelas vivem recebem R$ 600 para que haja desmatamento reduzido ou zero nessas unidades.
Até o fim do ano, Eduardo Braga espera que 2.000 famílias sejam atendidas pelo programa. Os envolvidos com o Mundial de 2014 poderiam contribuir.
O governador amazonense foi escolhido por seus pares, no domingo, para representá-los hoje (30/10), na cerimônia em que será oficializada pela Fifa a indicação do Brasil para organizar a Copa de 2014.
Será, portanto, o único a falar, o que lhe oferece um palco extraordinário para defender suas propostas. Entre elas, está também uma competição, paralela à Copa, para demonstrar a viabilidade do desenvolvimento sustentável.





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